Vários sites, blogues e jornais discutem com afinco a obrigatoriedade (ou não) do diploma para o exercício da atividade jornalística. Alguns sites, como o OI (Observatório da Imprensa) apresentam tanto opiniões a favor quanto contra. Abaixo um compilado das respostas escritas para alguns textos, editado (exclusão de referências contextuais):
“Qualquer um pode se fazer jornalista? Então é assim… Eu sei escrever, articular argumentos, segurar um microfone e pronto, sou jornalista? Certamente os conhecimentos de abordagem podem ser assimilados vivencialmente, mas as bases que legitimam o exercício da profissão estão além destes conceitos.

Obrigatoriedade do Diploma
É preciso, antes de tudo, se fazer ético e ter a percepção exata do serviço que é prestado à sociedade. Estamos, sim, passando por um momento de profunda inanição informativa, mas o diploma (a obrigatoriedade dele) é de fato necessário. Sou estudante de jornalismo e, claro, defendo que, para ser um bom jornalista, antes de militante e defensor dos Direitos Humanos, o diploma se faz absolutamente fundamental.
É evidente que temos profissionais e profissionais, e isso, claro, não apenas no Brasil. Eu não considero exemplar o jornalismo norte-americano ou o espanhol. Ter países de primeiro mundo como exemplos de não-obrigatoriedade-do-diploma não significa dizer que também sejam exemplo de como se fazer jornalismo.
O diploma nos dá, além de conhecimentos de área e de mundo (coisa que realmente se pode assimilar exercício afora), a ética e o profissionalismo tão caros à profissão. Nem todos os diplomados serão profissionais exemplares, como também não posso dizer que os auto-jornalistas o serão às avessas, mas certamente garanto que o nível de competência hoje apresentado será elevado.
Márcio Dornelles.



